terça-feira, 1 de dezembro de 2009

lamentos de um idiota.

nunca me senti tão idiota. fiz algo tão burro, tão nojento, tão impensado, que posso ter perdido pra sempre o amor da minha vida.

hoje é dia 01/12/2009. nós brigamos no dia 29/11/2009, véspera do meu aniversário.

esta noite sonhei que ela havia me perdoado. a sensação foi a melhor da minha vida, melhor ainda do que quando ela aceitou namorar comigo. quando acordei, demorei alguns segundos pra me lembrar de que havia sido somente um sonho.

eu já implorei, já chorei, já bati com a cabeça na parede. não sei porque fiz isso, talvez estivesse tentando sentir uma dor maior do que a dor de ter magoado quem eu mais amo. impossível, nenhuma dor pode ser tão grande.

agora, estou em um estado meio que catatônico. sei lá, o que eu acreditei sempre ser impossível, aconteceu. por culpa minha. eu não a mereço, mas não posso viver sem ela. ainda não parece ser verdade, parece que eu vou sair do trabalho, ir até a casa dela, beijá-la, abraçá-la, e seguir em frente, comprar nosso apartamento, ter nossos filhos, ser feliz e, acima de tudo, fazê-la feliz. sinto falta de ouvir a sua voz. de pegar na sua mão. do seu beijo. do seu olhar, do seu sorriso quando eu falo alguma bobeira. sinto falta de tudo. cada detalhe, cada momento. essas lembranças me mostram o quando fui idiota, burro. a sua cara de decepção, de tristeza, me doeu de um jeito que nunca senti antes. nunca me senti tão desesperado, tão nojento. sou a pior pessoa do mundo. eu estraguei tudo.

como disse, já implorei, já expliquei, assumi todos os erros, mas ela, com razão, ainda não consegue me perdoar. e eu nem mereço perdão. mas preciso. minha vida só teve valor a partir do momento em que a conheci, e sem ela, minha vida volta a ser inútil.

agora, é dar tempo para ela pensar. não quero incomodá-la, não quero forçar a barra. vou torcer para o amor, a amizade, tudo o que nós vivemos e planejamos, seja maior do que o meu erro, e que ela consiga me perdoar. que volte a ser minha amiga, pois nossa amizade é o que eu mais prezo. troco tudo, namoro, carro, apartamento, filhos, pela nossa amizade. se o resto vier, é conseqüência, mas sem a amizade e confiança dela, não conseguirei viver.

até ela me perdoar, e voltar pra minha vida, não comerei mais chocolate, não irei mais ao cinema, ao spaghetto, ao jardins grill. não farei nenhuma coisa que gostava de fazer ao lado dela, pois essas coisas só tem sentido se feitas com ela. e talvez ainda faça mais alguma promessa. nunca acreditei em promessas, mas agora, acredito em tudo que puder me ajudar a tê-la de volta. e também, sei lá, tudo perdeu o gosto, perdeu o sentido. minha vida era em função dela, e sempre será. sem ela, não tenho motivação pra nada.

enfim, eu nunca odiei tanto alguém quanto eu me odeio. porque ninguém nunca fez tanto mal à pessoa que eu mais amo, a melhor pessoa que já existiu, à última pesoa na face da terra que merecia sofrer. eu fiz isso. eu sou um monstro, um verme. eu não consigo olhar minha cara no espelho, não consigo olhar pra nada meu. estou com nojo de mim mesmo, eu me desprezo mais do que tudo. não sou digno do amor dela, mas preciso dele pra viver. dilema infeliz.

ontem, fui visitar a minha prima, e sua filha recém nascida. ao ver o bebê, as roupas, os brinquedos, não tive como não lembrar da Sophia. um bebê fofo, que eu amo, que eu quero ver crescer, quero brincar com ela, levá-la pra passear. estava ansioso, com a possibilidade de ser seu padrinho. seria uma das maiores honras da minha vida. e agora, não poderei ter isso.

estou sentindo falta de tudo. estou acabado. já sofri antes da minha vida, mas sempre pude culpar o mundo, as outras pessoas. agora, não. o maior sofrimento da minha vida, e a culpa é toda minha, porque eu fiz a melhor pessoa, a mais especial, sofrer. eu menti. eu a decepcionei. e ela não merecia nada disso.

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